Com a Guerra Fria, para dar mais um golpe no Estado-nação, inventou-se o mito do Ocidente, com o qual se procurou defender a tese de uma substancial comunhão de valores e objectivos entre a Europa e os Estados Unidos a contrastar com o bárbaro e sanguinário regime soviético
A Primeira Guerra Mundial foi o ponto de viragem: com o Tratado de Versalhes, o direito público europeu dissolveu-se efetivamente. A criação da NATO — nascida sob a égide dos Estados Unidos — sancionou a perda definitiva da independência das nações europeias.
Até à eclosão da Primeira Guerra Mundial, a Europa representava o centro político, económico e cultural do mundo. Desde o final do século XV, as nações do Velho Continente viradas para o Oceano Atlântico tinham-se aventurado na exploração de terras desconhecidas, adquirindo territórios no Novo Mundo, em África e no Extremo Oriente. A posse de espaços imensos, ricos em todos os bens, esteve na base de fortes contrastes que levaram a repetidos conflitos.
Imagem de capa: Thomas Couture — Os Romanos da Decadência (Musée d'Orsay, 1847)
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